A EMA recomenda o tarlatamab para o SCLC em fase extensa com recidiva
A Agência Europeia de Medicamentos recomendou a concessão de uma autorização de introdução no mercado para o Imdylltra (tarlatamab) em adultos com cancro do pulmão de pequenas células em fase extensa, cuja doença tenha recidivado durante ou após a quimioterapia de primeira linha à base de platina. A EMA afirma que esta recomendação se baseia em dados da fase 3 que demonstram uma melhoria na sobrevivência global em comparação com a quimioterapia de referência neste contexto.
No estudo citado pela EMA, a mediana da sobrevivência global foi de 13,6 meses com o tarlatamab, em comparação com 8,3 meses com o tratamento padrão. A mediana da sobrevivência livre de progressão foi de 4,2 meses contra 3,2 meses. O tarlatamab é um anticorpo bispecífico que tem como alvo a DLL3 nas células tumorais e o CD3 nas células T, ajudando a colocar o sistema imunitário em contacto direto com o cancro.
Trata-se de um passo regulamentar importante no que diz respeito ao cancro do pulmão de pequenas células, em que as opções de tratamento após a recidiva continuam a ser limitadas. O parecer do CHMP segue agora para a Comissão Europeia, para que esta tome uma decisão final sobre a autorização de introdução no mercado a nível da UE. Posteriormente, o acesso ao medicamento continuará a depender das decisões nacionais em matéria de preços e reembolsos em cada país.