O 9.º Relatório da Lung Cancer Europe sobre o cancro do pulmão

Dar voz às pessoas: conhecimento e tomada de decisões entre as pessoas afetadas pelo cancro do pulmão na Europa

Publicado em novembro de 2024

O diagnóstico precoce, a informação clara e a possibilidade de ter uma palavra a dizer no tratamento podem mudar a forma como se vive com cancro do pulmão. Este relatório da Lung Cancer Europe analisa a eficácia destas medidas em toda a Europa e identifica as áreas em que as pessoas estão a ser prejudicadas.

Entre maio e julho de 2024, 2 040 pessoas participaram no inquérito: 1 432 pessoas com diagnóstico de cancro do pulmão e 608 pessoas que prestam cuidados a alguém com a doença, em 34 países da Região Europeia da OMS. As suas respostas proporcionam um dos retratos mais claros disponíveis sobre o que as pessoas afetadas pelo cancro do pulmão sabem sobre a doença, como procuram informação e em que medida se sentem envolvidas nas decisões relativas aos seus próprios cuidados.

O que o relatório abrange

As conclusões dividem-se em três áreas.

Conhecimentos sobre o cancro do pulmão: sensibilização para os fatores de risco, reconhecimento dos sintomas, compreensão dos exames de rastreio do cancro do pulmão e conhecimento sobre ensaios clínicos e opções de tratamento.

Acesso à informação: experiências ao longo do percurso de diagnóstico, consentimento informado, os obstáculos com que as pessoas se deparam ao tentarem compreender o seu diagnóstico e a quem recorrem quando o sistema de saúde não satisfaz as suas necessidades.

Tomada de decisão partilhada: se as pessoas sentem que as suas opiniões são ouvidas, com que frequência os planos de tratamento e cuidados refletem as suas preferências e o que as ajudaria a assumir um papel mais ativo.

Algumas das nossas descobertas

Mais de metade das pessoas a quem foi diagnosticado cancro do pulmão não sabia que estava em risco antes do diagnóstico, e o tabagismo continuou a ser o único fator de risco reconhecido pela maioria das pessoas. O conhecimento sobre o radão, a radiação, o amianto e a poluição ambiental manteve-se baixo.

Apenas quatro em cada dez pessoas identificaram corretamente o que é o rastreio do cancro do pulmão, e quase metade não sabia se existia um programa de rastreio no seu país.

As lacunas de informação estão presentes ao longo de toda a experiência de cuidados de saúde. Quatro em cada dez pessoas não receberam informação suficiente sobre o seu diagnóstico, tratamento e cuidados, e metade não recebeu qualquer informação sobre opções de tratamento alternativas. As mulheres e as pessoas que prestam cuidados a alguém com cancro do pulmão referiram um acesso pior do que os outros em quase todos os aspetos.

Quase todos consideravam que as suas opiniões deviam ser tidas em conta nas decisões relativas ao tratamento, mas menos de metade sentia-se fortemente envolvida na tomada dessas decisões. A complexidade da informação e a falta de comunicação foram apontadas como os principais obstáculos a uma participação significativa.

O que defendemos

O relatório conclui com um apelo claro: sensibilizar o público para o facto de que qualquer pessoa com pulmões pode desenvolver cancro do pulmão e fornecer às pessoas as informações completas e claras de que necessitam para participar nas decisões relativas aos seus cuidados de saúde. As conclusões completas, os dados e as recomendações encontram-se apresentados no relatório abaixo.

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